quinta-feira, julho 31, 2008

Heath Ledger e os próximos vilões de Batman

Ainda em relação ao Heath Ledger quero proferir mais algumas palavras.
Todos temos gostos diferentes e ainda bem que assim o é. Não me faz confusão nenhuma que alguns adorem um filme e outros o detestem.
Faz-me mais confusão no entanto quando leio alguém dizer que a representação de Ledger é mediana. Acho mais estranho porque independentemente de gostarmos ou não podemos apreciar o trabalho das pessoas. Bom exemplo disto é o do Cataclismo Cerebral que deu 1 em 5 ao filme e salientou o excelente trabalho de Ledger.
Mas lá está, todos temos a nossa opinião e há que respeitá-la. Eu achei este Joker soberbo mas não tenho formação em representação falo apenas como apreciador e mesmo quando a maioria aplaude o seu trabalho haverá sempre aqueles que não o farão mesmo que seja uma minoria, porque simplesmente ninguém concorda em tudo.
Sobre o Joker penso que não vale a pena continuar a elogiá-lo. Ledger fez um trabalho notável a todos os níveis, desde os tiques e maneirismos que criou até ao trabalho vocal que é deveras surpreendente.
Depois de ver "The Dark Knight" em relação ao Joker só tive pena de uma coisa, de que Ledger nunca tenha tido tempo de ter visto este seu fantástico trabalho e do tanto que nos deu.


Pegando no Joker vou saltar para outro assunto que acaba por ser inevitável. Qual deverá ser o próximo vilão do terceiro filme do Batman? Caso haja um novo filme. Pelo que me disseram Nolan está disposto a filmar um terceiro e mais nenhum.
A partir daqui vou falar à vontade por isso para quem não viu o filme aviso que o texto contém Spoilers.
Em relação aos vilões Nolan entrou a matar nestes dois filmes que realizou sobre o Homem Morcego usando os três grandes, The Joker, Two-Face e Ra´s Al Ghul, que são quanto a mim os melhores, juntamente a Catwoman que actualmente é mais uma anti-heroína do que uma vilã.
Além destes ainda utilizou o Scarecrow muito bem interpretado por Cillian Murphy e que bom foi revê-lo nem que por breves momentos em "The Dark Knight". No primeiro filme para quem conhece bem o Universo de Batman de certeza que repararam em Mr. Zsasz que fez uma pequena aparição interpretado por Tim Booth vocalista dos "James". Uma pequena aparição que é o que faz mais sentido pois ao pé dos outros vilões Zsasz é de uma liga bem inferior.
Mas centremos-nos num terceiro filme. Os primeiros rumores que ouvi eram referentes a Christopher Nolan não voltar a utilizar o Joker sem o Heath Ledger. Mais recentemente já ouvi o contrário, se ele substituiu Katie Holmes porque não fazer o mesmo a Ledger? (Claro que Holmes era mais fácil de substituir, muito mais fácil).
Dito isto o Joker não é uma carta fora do baralho e existem vários actores excepcionais que de certeza gostariam de o interpretar, afinal de contas quem não gostaria de interpretar alguém que pura e simplesmente não tem regras?
O Two-Face era quanto a mim a escolha óbvia para ser o vilão do terceiro, mas tudo indica que morreu. No entanto neste mundo não há absolutos e quem sabe o que poderá vir a acontecer.
A morte de Rachel quanto a mim veio abrir a porta para Catwoman e dos grandes é ela quem falta aparecer por isso acho que podemos contar com a aparição da gata.
Mesmo assim como já referi actualmente (e já há muitos anos) ela é mais uma anti-heroína do que uma vilã (daí não a ter colocado no meu top vilões do Batman), ou seja, continua a faltar alguém que represente o mal.
Para isso abri uma sondagem e pedia a todos que por cá passam para deixarem o vosso voto. Desta vez podem escolher mais do que um.
Pessoalmente acho uma escolha difícil, mas assim de repente uma vez que já temos uma representação aterradora e fantástica do Penguin em "Batman Returns", mesmo sendo num estilo diferente, talvez tenha mais curiosidade em ver um Riddler adaptado ao Universo de Nolan. De certeza que seria bem diferente.
Outros nomes que surgem são por exemplo o de Bane. Talvez o vilão a ser mais mal retratado no Cinema, lembram-se dele em Batman & Robin? O horror.
Um Clayface também podia ser engraçado mas difícil de adaptar nestes filmes mais realistas. Claro que tudo é possível.
Já que falei em mulheres se o Joker fosse o escolhido também podiam introduzir a Harley Quinn, mas se fosse eu escolheria outro vilão ao Joker.
Ainda não vi "Gotham Knight" mas parece que o Deadshot é um dos vilões. Não sendo um dos clássicos seria uma excelente escolha também.
Para terminar deixo a minha maior sugestão que é a Poison Ivy (não lembrar mais uma vez "Batman & Robin").
Catwoman e Poison Ivy juntas num filme? É só a mim ou isto soa bastante bem?
Em relação à sondagem esta vai ser apenas referente a novos vilões e não contará com nenhum dos já utilizados por Nolan, de forma a ter uma noção de quais os novos personagens que vocês gostariam de ver adaptados.

Edit: Na sondagem enganei-me a escrever o nome do Penguin ou Pinguim. Mas como só reparei depois de terem votado já não consigo alterar.

segunda-feira, julho 28, 2008

The Dark Knight

O primeiro filme sobre o Homem Morcego a não ter o nome "Batman" no título e cuja campanha de Marketing captou a atenção de muitos, chegou finalmente às salas de cinema Portuguesas. Salientei a campanha de Marketing porque independentemente da qualidade do filme penso que foi ela a principal causa dos resultados estrondosos que este obteve no primeiro fim de semana de exibição, onde ultrapassou recordes e quem sabe continuará a ultrapassar. É evidente que a morte de Heath Ledger também terá sido um factor importante para esta recepção.
A personagem do Batman é verdadeiramente fascinante. Ao longo destes anos conquistou um lugar no pódio da Banda Desenhada e é possivelmente o Super Herói mais utilizado em Graphic Novels.
No entanto por mais interessante que o Homem Morcego seja, e é, o sucesso das suas histórias não pode ser atribuído única e exclusivamente a ele. Um herói só é assim tão bom quando os seus vilões o são também.
Por isso e antes de continuar queria salientar que este era não só o filme que reunia o meu Super Herói favorito mas também os que eu considero os dois melhores vilões de sempre da história do Cavaleiro das Trevas, como podem ver aqui.
Se por um lado adorava a ideia de colocar os melhores personagens deste Universo no mesmo filme, por outro assustava-me que este se tornasse numa amálgama de histórias onde nenhuma teria o tempo devido para ser bem contada, como aconteceu por exemplo no "Spider-Man 3".
Felizmente em "The Dark Knight" isto não acontece, aliás arrisco-me a dizer que uma das mais valias do filme é a forma como a história é contada nunca sobrepondo um personagem a outro e alternando de forma estratégica entre os três personagens principais do filme, Batman, The Joker e Harvey Dent. Sim porque este não é um filme que gira apenas à volta do Homem Morcego, o trio de personagens que referi é todo ele crucial para o desenvolvimento da trama.
"The Dark Knight" segue perfeitamente na continuidade de "Batman Begins". Bruce Wayne continua a manter uma postura de playboy irresponsável para os Média e como Batman é agora um herói mais maduro e preparado que continua a trabalhar com o objectivo de limpar definitivamente o crime das ruas de Gotham.
No primeiro filme assistimos ao nascimento de Batman e de todos os seus ideais. Assistimos à sua entrada triunfal na cidade e à forma como a salvou da sua destruição. No entanto "Begins" foi apenas isso, o início. Agora Batman terá de descobrir que toda a acção tem uma reacção e toda uma causa um efeito.
E se no final de "Batman Begins" temos conhecimento de como será essa reacção, agora vamos vê-la agir em todo o seu esplendor e glória.
Christian Bale regressa ao papel de Batman e prova mais uma vez que o "American Psycho" foi a melhor escolha para interpretar este Cavaleiro das Trevas. Agora Batman vai ter de lidar com os efeitos causados pelas suas acções e de tomar decisões muito importantes. Bale transparece as dúvidas e receios do Homem Morcego de forma sublime. Sentimos a sua dúvida e dor há medida que o filme se desenrola e cada vez mais pessoas vão morrendo. Ele teme pela sua cidade e pelos seus amigos, mas como Alfred lhe diz, nunca podia esperar mudar as coisas sem retaliação.
Se de um lado temos o "The Dark Knight" do outro temos "The Psycho Clown". O Joker surge como o oposto do Homem Morcego e no entanto ambos os personagens se tocam, como ele próprio diz a Batman "You´re justa a Freak. Like Me!" e é tão verdade.
Psicótico e terrífico o Joker é a personificação do caos e da anarquia. Heath Ledger tem aqui um dos papeis da sua vida, mas já lá vamos.
Não imagino forma mais interessante de introduzir este personagem do que a escolhida. A sequência inicial a lembrar o "Heat" é divinal e logo aqui percebemos que por mais psicótico que o Joker seja, de parvo ele não tem absolutamente nada. No entanto há medida que o filme se vai desenrolando vamos descobrindo cada vez mais sobre as suas intenções e os seus planos. Neste aspecto adorei que o tivessem retratado como um estratega fascinante. Não é à toa que na BD ele é considerado uma das maiores mentes criminosas do mundo.
Christopher Nolan descreveu-o como uma Força da Natureza que atravessa o filme. Penso que estas palavras descrevem na perfeição o personagem. É ele quem orquestra tudo do início ao fim, é ele quem "brinca" com a mente do Batman e quem corrompe a alma de Harvey Dent.
Durante o filme nunca me veio à cabeça que era Heath Ledger que estava ali e que infelizmente tinha morrido. Nunca porque quem eu via no ecrã não era Ledger mas sim o Joker. Penso que este é o melhor elogio que lhe posso dar, ele é sem dúvida o grande trunfo do filme. Não acho que roube o protagonismo todo só para ele, como disse todos os personagens estão muito bem construídos e são muito bem desenvolvidos, mas se tivesse de escolher as minhas cinco cenas preferidas ele estaria no mínimo em quatro delas.
Outra ideia de génio foi manter a origem do Joker secreta, relembrando os seus discursos em "The Killing Joke". Esta faceta misteriosa só o torna mais assustador.
Batman viajou pelo mundo para compreender a mente criminosa e neste filme depara-se com algo que não pode compreender, que não pode ameaçar e que não sabe o que é. Temos aqui o vilão do Batman por excelência.
A grande surpresa do filme para mim foi sem dúvida Harvey Dent. Ao contrário de Ledger cujo trabalho conheço bastante bem e sabia do que ele era capaz. Já de Aaron Eckhart não conheço praticamente nada. Sabia que tinha tido críticas muito boas em relação a "Thank You For Smoking" mas não sabia o que esperar dele. Fiquei arrebatado com a sua construção de Harvey Dent e com a sua transformação em Two-Face.
Dent surge como o "Cavaleiro Branco" de Gotham, aquele que luta dentro do sistema e à luz da Lei. É o homem ideal para liderar Gotham a um futuro melhor e Bruce Wayne sabe-o bem. Aliás Bruce vê em Dent o possível fim de Batman, o dia em que não precisará mais sair de noite mascarado de Morcego. Mas Bruce não se devia ter esquecido das suas palavras no primeiro filme. Porque é que ele ao contrário de Dent optou por lutar na escuridão? Porque um homem pode ser destruído mas um símbolo é eterno.
Em relação aos secundários estão todos fabulosos. Gary Oldman regressa na pele do Tenente Gordon que juntamente com Batman e Harvey Dent, formam a frente dos heróis neste combate ao crime.
Michael Caine é novamente Alfred Pennyworth o mordomo de Bruce Wayne. Mais uma vez fantástico mostrando que Alfred é muito mais que o Mordomo do "Cavaleiro Negro" é o seu pai.
Morgan Freeman é Lucius Fox o homem por detrás dos aparelhos fantásticos que Batman utiliza. Neste filme assume um papel mais importante e surge-nos como alguém já mais envolvido no mundo de Batman.
Por fim temos Maggie Gyllenhaal a substituír Katie Holmes como Rachel Dawes.
Neste filme Rachel encontra-se num trio amoroso, por um lado namora com Harvey Dent mas por outro é a apaixonada de Batman. Não sei se por culpa de Maggie Gyllenhaal ou simplesmente pelo rumo da história (talvez os dois) mas gostei mais da sua personagem neste filme, principalmente no final da história.
Os irmãos Nolan e David S. Goyer fizeram um excelente trabalho com a história deste filme, que me remeteu para várias BDs. Se o primeiro me fazia lembrar maioritariamente o "Year One" de Miller, "The Dark Knight" fez-me recordar muitas mais.
Começando pela personalidade do Joker é impossível não recordar "The Killing Joke" e "Arkham Asylum", a BD que nos traz o Joker mais assustador de sempre. "The Man Who Laughs" foi também uma clara influência ao escolher a forma como Joker orquestra os seus planos e mortes. Em termos estéticos foram buscar a imagem que influenciou Bill Finger e Bob Kane na sua criação, falo da personagem de Conrad Veidt no filme "The Man Who Laughs" (que posteriormente seria também homenageado numa BD com o mesmo nome que referi acima).
Por fim temos "The Long Halloween" uma clara influência para criar a atmosfera policial e noir do filme. Sempre que olhava para o trio de justiceiros (Batman, Gordon e Dent) lembrava-me dela.
Uma boa banda sonora, efeitos especiais fantásticos onde o CGI foi pouco utilizado e uma realização soberba, fazem de "The Dark knight" um filme mais do que obrigatório.
Christopher Nolan volta a provar que é um dos jovens realizadores mais talentosos da actualidade e que será um dos Spielbergs e Scorsceses do Futuro.
Um ponto negativo para os trailers que revelam algo que não deviam. Pessoalmente também gostava que o filme pudesse ter sido mais violento, com um vilão tão terrífico como este o resultado seria mais do que perturbador.
Antes de terminar queria ainda salientar que aproveitando a campanhã do filme a DC Comics lançará uma Graphic Novel em Setembro sobre o Joker. Este trabalho estará a cargo da dupla Brian Azzarello e Lee Bermejo.

domingo, julho 27, 2008

Kings of Convenience Cool Jazz Fest 2008

Uma vez fizeram-me uma pergunta. Se tivesse de escolher entre ir a um concerto ou ir ao cinema, qual seria a minha decisão?
Respondi de forma racional, um concerto. Afinal de contas um filme está em exibição mais dias.
No passado dia 24 de Julho tinha tudo preparado para ir ver a estreia de "The Dark Knight" quando fui muito bem surpreendido com um bilhete para ir ver os Kings Of Convenience oferecido por amigos (tinha feito anos no dia anterior). Já agora aproveito para lhes agradecer novamente.
A princípio senti o choque de ter sido enganado, mas quando me recuperei não podia estar mais contente. O "The Dark Knight" teve de esperar.
A banda é formada pelo duo Noruêgues Eirik Glambek Bøe e Erlend Øye que vieram acompanhos por Tobias Hett no violino e Davide Bartolini no contrabaixo.
O concerto começa com Eirik Glambek Bøe e Erlend Øye sozinhos no palco a cantar com as suas vozes suaves as melodias de guitarra que tão famosos os tornaram.
Para alguns são até apelidados como os "Simon & Garfunkel" da actualidade.
Músicas como "I Don't Know What I Can Save You From" e "Homesick" deslumbram a pequena multidão que se encontra na cidadela de Cascais. Erlend Øye vai também alternando entre a guitarra e o piano.
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Mais tarde juntam-se a eles Tobias Hett e Davide Bartolini.
Infelizmente a meio do concerto Erlend Øye entusiasmou-se e estragou a sua guitarra, partindo ou perdendo, para dentro da mesma, o microfone (não sei bem o que se passou) e por mais estranho que pareça a banda não trazia uma guitarra de substituição. Facto que Eirik Glambek Bøe aproveitou para brincar dizendo que por apenas andarem em digressão com duas guitarras é que se chamavam os "Reis da Conveniência".
Independentemente disso já diziam os Queen "o espectáculo tem de continuar".
Sem guitarra Erlend Øye aproveitou para tocar mais vezes o seu "trompete vocal" e "inventou" em algumas músicas acrescentando-lhe algum piano ou utilizando as palmas do público orquestrando-as.
Simpáticos e divertidos os Kings of Convenience deram um concerto intimista e cheio de boas canções muitas delas que irão pertencer ao novo álbum.
Dos dois Erlend Øye é claramente o membro mais excêntrico cantando e dançando pelo palco fora e fazendo-nos rir entre as canções.
No entanto apesar de Eirik Glambek Bøe ser mais reservado não deixou de deslumbrar principalmente quando regressou ao palco para cantar Tom Jobim, num dos momentos mais inesquecíveis deste concerto.
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No final quando quase todos já se tinham ido embora, descobrimos que Eirik Glambek Bøe se encontrava no recinto e aproveitámos para ir lá falar com ele.

sexta-feira, julho 18, 2008

Watchmen - Trailer


Um dos meus livros preferidos de sempre foi escolhido para ser adaptado ao Cinema.
Foram muitos os que estiveram interessados neste projecto desde Darren Aronofsky que acabou por ter mais problemas do que esperava para filmar "The Fountain" e Terry Gilliam que após vários esboços afirmou que era impossível de filmar e que apenas o faria no formato de uma mini série com uma duração de cinco horas no mínimo.
O próprio criador da obra, Alan Moore disse que escreveu "Watchmen" para o formato de Banda Desenhada e que não fazia sentido adaptá-la para o Cinema.
Acabou por ser Zach Snyder o escolhido para filmar este projecto. Snyder já deu boas provas no que toca a adaptações de BD com o seu grande filme "300", mas "Watchmen é uma obra que se encontra a outro nível e que será bem mais complicado. Espero que consiga.
Para já deixo-vos o trailer, cliquem na imagem para o ver.

quarta-feira, julho 16, 2008

Optimus Alive 12 de Julho 2008

O terceiro e com muita pena nossa, último dia do festival tinha chegado. Se o dia anterior tinha sido o mais variado este por sua vez era sem dúvida o mais homogéneo.
Era um dia para ter boas vibrações ou não estivessem no "Palco Optimus" Braddigan, Xavier Rudd, Donovan Frankenreiter e Ben Harper. Num estilo diferente mas em nada a destoar estava um monstro do Rock N´Roll e que proporcionou um dos melhores concertos não só do terceiro dia, como de todo o festival, senhoras e senhores falo de Neil Young.
Há semelhança do primeiro dia o cartaz do "Metro on Stage" era fantástico e competia vigorosamente com o do "Palco Optimus" e como (felizmente) não houve nenhum cancelamento foi o dia de maior correria ente palcos.
Eu gostei muito da onda boas vibrações mas pessoalmente acho que era muito saudável ir alternando-a com os rasgos de loucura e electrónica que iam passando pelo "Metro on Stage". Posso dizer que o choque entre géneros soube-me mesmo bem, o que é normal uma vez que me considero uma pessoa com gostos bastante diversificados.


Hoje foi o dia em que chegámos mais cedo ao recinto e por isso aproveitámos para ir ver a exposição de Cartoon de Samuel Azavey Torres de Carvalho autor de personagens como o "Guarda Ricardo".
Aqui ficam algumas imagens.






Braddigan

O antigo elemento dos Dispatch teve a seu cargo a função de abrir o "Palco Optimus" e de receber os primeiros visitantes.
Não sou conhecedor da sua obra, mas penso que cumpriu a sua obrigação anunciando em boa forma o género de dia que ia ser este terceiro. Um dia para relaxar e simplesmente deixar-se levar por sons tribais, de reggae e de rock.


Xavier Rudd

Este conheço melhor e já tinha muita mais curiosidade em ver ao vivo uma vez que é um "One Man Show".
Desta vez vinha acompanhado de um amigo na percursão, mas não foi por isso que fiquei menos intrigado com o seu concerto que acabou por ser fantástico, não só pela qualidade das suas canções mas também pelo espectáculo de o ver tocar tantos instrumentos.
Saliento os momentos do didjirido que são absolutamente fantásticos.
No final do concerto ainda nos deixou uma mensagem, chamando-nos a atenção para que "Burrup" seja preservada.


Xavier Rudd - didjirido parte 1




Xavier Rudd - didjirido parte 2





Xavier Rudd - didjirido parte 3





Xavier Rudd - Messages



Midnight Juggernauts

Após Xavier Rudd seguia-se Donovan Frankenreiter. Pelo que conheço um artista muito similar ao Jack Johnson. Não era um concerto que tinha muita vontade de ver até porque dentro do género os que queria mais ver era Ben Harper e Xavier Rudd. Ain da para mais Donovan ia tocar ao mesmo tempo que os Midnight Juggernauts banda por qual estava ansioso ver.
Os Midnight Juggernauts lançaram o ano passado "Dystopia" um álbum que é no mínimo formidável e cuja oportunidade de o ouvir ao vivo não ia perder.
Se houve alturas em que foi díficil escolher entre estar no "Palco Optimus" ou no "Metro on Stage" esta não foi uma delas.
O concerto deles foi electrizante carregado de rock e electrónica. Infelizmente tiveram um corte de energia a meio da "into The Galaxy", mas felizmente conseguiram resolver o problema e voltaram ao palco para tocar novamente a canção que afinal era a última do espectáculo. Por esta altura o publico já estava mais do que rendido à qualidade destes três rapazes.



Midnight Juggernauts - Ending of an Era



Midnight Juggernauts - Shadows



Midnight Juggernauts - Into The Galaxy



Donovan Frankenreiter

Não tenho nada a apontar, apenas que no intervalo entre Midnight Juggernauts e Róisín Murphy deu para dar uma espreitadela ao concerto de Frankenreiter.

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Róisín Murphy

Fotografia tirada por Menphis


Gosto de Moloko e gosto do álbum a solo da Róisín Murphy por isso um concerto em que passaram músicas de ambos aliado à enorme sensualidade de Róisín o resultado só podia ter sido mais do que favorável.
De cinco em cinco minutos pessoas saiam da tenda, a hora de Neil Young aproximava-se.
Penso que todos (ou quase) estávamos a adorar este concerto mas já tínhamos combinado que Neil Young era concerto obrigatório e por isso há hora exacta (porque há sempre atrasos) lá fomos nós.

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Neil Young

Atrasou-se mais do que esperávamos, muito provavelmente porque estavam à espera que mais pessoas chegassem até ao recinto. Se nós soubéssemos ainda tínhamos aproveitado um pouco mais do concerto anterior mas nestas situações é mesmo impossível.
Mas a espera valeu a pena Neil Young entra em grande força no palco ao som da sua guitarra eléctrica e a partir daqui estava garantido que este seria um concerto memorável.
Aqui houve de tudo o Neil Young eléctrico que termina uma das canções a partir as cordas da guitarra e também o Neil Young mais romântico. Fantástica a canção "Mother" onde vemos Young ao piano com a imagem da Lua sobreposta.
Uma ideia que achei muito interessante foi o facto de a cada canção corresponder uma pintura diferente que ia sendo colocada no palco.
Não sou grande conhecedor da sua obra e com muita pena minha pois foi para mim o melhor concerto deste dia. Neil Young provou que ainda está aqui para o que der e vier, cheio de energia, cheio de música e cheio de boa disposição.
Se acima disse qual a decisão mais fácil deste "Alive" agora digo a mais difícil. Gossip tocou ao mesmo tempo que Young e a vontade de os ir espreitar era muita. Decidimos ficar até ao fim e esperar por outra oportunidade de ver Gossip. Assim fomos presenteados com uma fabulosa cover dos Beatles "A Day in the Life".
Por outro lado o concerto de Gossip parece ter sido dos mais loucos deste festival. Como não vi deixo-vos um link do Já Cheiro o Samádhi que mostra várias pessoas a subirem ao palco no final do concerto durante a "Standing In The Way Of Control", filmado pelo Maurobindo.



Neil Young - Keep On Rocking In A Free World (Parte 1)




Neil Young - Keep On Rocking In A Free World (Parte 2)




Ben Harper

Arrisco-me a dizer o nome mais esperado do dia. O público já estava conquistado antes de Harper pisar o palco. Aliás já em Neil Young pessoas guardavam o lugar para este concerto, eus ei disto infelizmente porque não se calavam que queriam ver Ben Harper e não Neil Young. Ora se não querem ver ninguém vos obriga, acho uma total falta de respeito incomodar quem pagou e se dirigiu ao festival para assistir a este concerto, mas isto são histórias que não interessam.
Nunca tinha visto Ben Harper ao vivo mas pelo que conheço dos seus concertos arrisco-me a dizer que "foi mais do mesmo" mas quando se trata de Ben Harper o mesmo é sempre interessante.
Foi um concerto que começou algo "morno" mas que foi crescendo ao longo do tempo terminando de uma forma fantástica. Pelo meio houve tempo para Donovan Frankenreiter subir ao palco e cantar "Diamonds on the Inside" com Ben Harper.
O momento alto foi sem dúvida, perto do final, quando Harper pede ao público para cantar com ela Good Luck/Boa Sorte. Aliás o nome da canção nunca foi proferido mas todos sabíamos do que ele estava a falar quando pediu para cantarem com ele. Sem dúvida um momento inesquecível.



Ben Harper e Donovan Frankenreiter - Diamons on the Inside (Parte 1)




Ben Harper e Donovan Frankenreiter - Diamons on the Inside (Parte 2)




Ben Harper e Donovan Frankenreiter - Diamons on the Inside (Parte 3)




Ben Harper - Boa Sorte/Good Luck


E assim se passaram três dias fantásticos. Com muita amizade, muita música e muitos líquidos.
Para o ano há mais, para já a organização já garantiu ter um nome de peso no próximo cartaz, mas para já só revela que esse nome começa por D.
Há apostas? Eu escolho já David Bowie e se for ele lá estarei novamente.

Fotografia tirada por Cube

terça-feira, julho 15, 2008

Optimus Alive 11 de Julho 2008

O segundo dia do festival foi o menos concorrido, no entanto era o que apresentava um público mais heterógeneo. O que já seria de esperar de um cartaz que reúne Bob Dylan, The John Butler Trio e Within Temptation no mesmo dia.

Kumpania Algazarra

O dia começou muito bem com a actuação dos Kumpania Algazarra que começaram logo a animar as pessoas que iam entrando no recinto.
A festa começava em grande e prometia outros dia carregado de boa música, no entanto as primeiras suspeitas de que algo não estava a correr bem começaram a surgir quando o concerto dos "Kumpania Algazarra" se prolongou mais do que era devido.
Não estou a apontar nada de negativo à banda por mim podiam continuar a tocar, mas como já no primeiro dia os "Cansei de Ser Sexy" tinham cancelado começavamos a questionar-nos se o mesmo não aconteceria com os "Nouvelle Vague". O pior confirmou-se a banda ficou retida no aeroporto de França.
Neste dia o "Metro On Stage" estava mais virado para os DJs e por isso não houve correria nenhuma de um palco para o outro e nem chegámos a descobrir que Uffie, Vicarious Bliss e Mr. Flash também tinham cancelado as suas prestações.




The John Butler Trio

Para quem foi de propósito ver apenas esta banda o cancelamento dos Nouvelle Vague foi uma notícica positiva, pois a banda acedeu a tocar mais 40 minutos.
Eu pessoalmente gostava de ter visto as duas.
John Butler deslumbrou todos com os seus dotes de guitarrista, mas não foi só ele a brilhar neste concerto toda à sua banda esteve à altura como podem ver num pequeno excerto que consegui gravar do solo do baterista.
Assim de repente parece uma banda deslocada quando temos um terceiro dia cheio de músicos do mesmo género. Mas a escolha acabou por ser positiva a fim de tornar o dia mais diversificado.



The John Butler Trio - Treat Yo Mama



The John Butler Trio - Zebra



The John Butler Trio - Drum Solo



Bob Dylan

O momento porque muitos de nós mais esperavam estava a chegar...Bob Dylan.
Nunca esperei uma prestação magistral por parte de Dylan não somos eternamente jovens e a voz de Dylan já não é o que era, além disto tudo o Menphis já me tinha avisado que ultimamente ele apenas se fica pelas teclas (e pela harmónica obviamente), por isso nunca esperei que ele fosse pegar na guitarra.
Munido de uma banda cheia de bons músicos o espectáculo da lenda viva estava prestes a começar.
Dylan tem uma discografia muito extensa e por isso tinha perfeita noção que ele não iria tocar todas as que queria ouvir, mas penso que alguns clássicos fizeram falta nem que fosse uma "All Along The Watchtower", "Mr. Tambourine Man" ou "Tombstone Blues".
Outros dos clássicos que tocou tinham os arranjos tão modificados que apenas passado alguns minutos é que percebi quais as canções que eram, mas isto não tem de ser necessariamente mau como muitos apregoaram pois fomos brindados com as mesmas canções sobre uma luz diferente e quantos é que tiveram esta oportunidade?
Foi um concerto estranho e normal, por vezes estranhou-se e a maior parte entranhou-se. Porque tudo isto é Bob Dylan e porque ele pode fazer o que quiser.
O momento alto do concerto foi definitivamente quando regressou ao palco para tocar "Like a Rolling Stone" e colocar todo o público em verdadeiro êxtase.
Daqui a muitos anos poderei olhar para trás e dizer "Eu vi Bob Dylan!" E só por isso já valeu a pena.



Bob Dylan - Ballad Of A Thin Man



Bob Dylan - Thunder on the Mountain


Bob Dylan - Like a Rolling Stone


Within Tempation

Neste dia foram o grupo mais deslocado. Havia claramente um grupo de pessoas que foram de propósito para os ver e muitos abandonaram o recinto depois de Dylan.
Não ouço muito este género de Metal, mas quis assistir ao concerto. Acho que cumpriram e penso que qualquer admirador que estivesse lá não saiu desapontado. No entanto os fãs da velha guarda devem ter sentido falta de canções mais antigas. Não conheço a discografia dos Within Temptation mas sei que antigamente cantava uma mulher e um homem com voz gutural. Quando os vi há uns anos no Super Bock Super Rock terminaram o concerto com estas canções e foi um espectáculo bem mais interessante para mim.




Buraka Som Sistema

Se me dissessem há uns anos atrás que eu iria estar a assistir a um concerto de uma banda deste género e a gostar, eu ia dizer-lhes que estavam completamente doidos, mas a verdade é que os Buraka Som Sistema deram um espectáculo formidável e diverti-me imenso.
Tinham a enorme responsabilidade de fechar o "Palco Optimus" e quanto a mim fizeram-no muito bem.
Para ajudar à festa trouxeram vários convidados entre eles a Deize Tigrona e Pacman. Este último soube a pouco cantando apenas uma canção com os Buraka a "Dialectos de Ternura". Outros convidados foram a Congo Love e os Pupilos do "Kuduro que proporcionaram momentos de dança muito bons, principalmente os "Pupilos" que tiveram uma actuação curta mas bem interessante.
Uma das grandes surpresas para mim foi quando os "Buraka Som Sistema" misturaram o seu Kuduro com temas dos Daft Punk ("Around The World"), Prodigy ("Breath"), Chemical Brothers ("Suturate") e AC/DC ("Thunderstruck"). Esta última pode ser vista num vídeo que gravei.



Buraka Som Sistema ft Deise Tigresa



Buraka som Sistema ft Pacman - Dialectos de Ternura



Buraka Som Sistema ft Pupilos do Kuduro



Buraka Som Sistema a tocar "Thunderstruck" dos AC/DC



Sebastian
Depois deste concerto decidimos dar um pulo ao "Metro On Stage" coisa que ainda não tínhamos feito neste dia. Pelas horas penso que quem estava a tocar era Sebastian.
Quando chegámos estava a tocar a "standing in The Way of Control" dos Gossip que fois eguida da "Boys & Girls" dos Blur, fantástico.
Aqui o cansaço começava a pedir para ir para casa e quando a música se virou mais para o techno eu já queria ir embora.
No entanto ainda saímos do recinto ao somd e Radiohead, Strokes e Rage Against The Machine, é caso para dizer "Grande Sebastian"!


Para terminar deixo-vos uma imagem do recinto no final dos concertos. Curiosamente este foi o dia que teve menos pessoas mas o mais sujinho.

segunda-feira, julho 14, 2008

Optimus Alive 10 de Julho 2008

Finalmente chegou o grande "Optimus Alive". O cartaz dispensa apresentações sendo um dos mais poderosos deste ano (a meu ver o melhor mesmo), recebendo excelentes críticas no dentro e fora do país.
No entanto houve alguns azares, nomeadamente o cancelamento dos "Cansei de Ser Sexy" e dos "Nouvelle Vague", mas não foi por isso que a festa murchou.
Vou colocar algumas das fotos e vídeos que tirei ao longo destes dias. Infelizmente a minha máquina não é muito boa e só consegue filmar um minuto de cada vez. Vou também aconselhar para quem estiver interessado a dar uma vista de olhos no Já Cheiro o Sámadhi que está carregado de fotos (vou até "roubar-lhe uma ou duas" que não cheguei a tirar) e vídeos do evento.

À entrada somos muito bem recebidos por uma banda a tocar em cima do portão. Uma ideia mesmo muito interessante e é impressão minha alguns membros eram dos Ramp? Nomeadamente o vocalista?
Depois de uma entrada muito lenta estávamos finalmente no recinto.
Para além dos concertos existiam outros interesses, nomeadamente uma exposição de Cartoon do "Guarda Ricardo" que falarei mais tarde quando escrever sobre o terceiro dia, uma tenda do Batman e o espectáculo "Optimus Oasis By The Do Lab".

Imagem retirada do Já Cheiro o Samádhi

Começando pela tenda do Batman, foi uma verdadeira desilusão. Não haviam produtos nenhuns à venda e apenas era possível concorrer aos bilhetes da ante-estreia através do bluetooth do telémovel, que eu não tenho.
Apenas ofereceram uma carta do Joker e para quem estava interessado podia ver trailers, previews e entrevistas dentro da tenda (não era o meu caso).
Mas nem tudo era aborrecido no que toca ao Batman, pois existia uma coisa chamada "Psycho Swing" que para quem andou parece ter sido bem divertido.
A ideia era dar impulso suficiente para conseguir dar uma volta de 360º.
Podem ver um vídeo que gravei com a Cube a andar. Para a próxima ela prometeu dar a volta completa.
O que eu acho mais piada neste vídeo é a música dos "Kalashnikov" como banda sonora.
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Kalashnikov

Começaram a tocar quando estávamos a entrar no recinto. É um projecto que não tenho seguído minimamente e um concerto que não vi com toda a atenção, pois até perdi a subida do Fernando Ribeiro dos "Moonspell" ao palco.
Muitos palavrões, política e guitarra eléctrica serviram para entreter e anunciar que hoje era um dia para "guerrilheiros".

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Optimus Oasis By The Do Lab

Um jardim místico como foi apelidado e muito bem pela organização. Um espaço com música e muita água que serviu para refrescar o corpo. Pois no dia 10 o calor era imenso.
Além disto era o local onde os "Lucent Dossier Vaudeville Cirque" apresentavam o seu espectáculo.

Galactic

A banda seguinte no "Palco Optimus" foram os Galactic. Não conhecia nada do seu trabalho apesar de já terem editado vários álbuns. Estavam um bocado fora do contexto dentro deste cartaz e faria mais sentido ter por exemplo os "Vampire Weekend" neste palco. No entanto do pouco que tive oportunidade de ver, gostei dos seus ritmos de soul e funk e é um projecto a investigar.


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Sons Of Albion
Correndo para o "Metro on Stage" ainda vimos um pouco da actuação dos "Sons of Albion" banda do filho de Robert Plant dos Led Zeppelin. Uma actuação recebida de forma muito morna por parte do público, muito provavelmente porque estávamos todos à espera dos "Vampire Weekend".

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Vampire Weekend

Aqui começaram as decisões difíceis pois ao mesmo tempo dos "Vampire" tocavam os "Spiritualized". Escolhemos a banda que conhecíamos melhor e recebemos uma excelente prestação. A banda de Nova Iorque foi muito bem recebida e isso foi notório nos próprios elogios do vocalista ao público português.






The National

Mais uma escolha a ser feita, National? ou MGMT? São géneros diferentes e independentemente de gostarmos de ambos há sempre um estilo que nos corre mais nas veias. Por isso aqui a escolha não foi difícil, andava há meses ansioso para os ver.
Ainda tinham três bandas à sua frente por isso já sabia que não iam tocar muito tempo.
era interessante no entanto a ideia de os "The National" tocarem durante o "Por do sol", até Matt Berninger brincou com isso quando perguntou se o sol já se tinha posto.
Gostei do facto de terem alternando entre canções melódicas e energético. Adorei ver Padma Newsome sempre fantástico com qualquer instrumento em que pegava.
Excelente música mais a habitual simpatia de Matt Berninger que até agradeceu a carta que recebeu de um fã, fizeram deste um concerto a recordar. No entanto ficou claro que é uma banda que ganha muito mais em tocar num espaço mais intimista e não tanto neste espírito festivaleiro.






Gogol Bordello

Com o cancelamento dos "Cansei De Ser Sexy" não foi necessário andar em correrias de um palco para o outro e deu para assistir com toda a calma ao excelente espectáculo que os "Gogol Bordello" nos porpocionaram, sem dúvida um dos melhores concertos deste "Alive" tendo sido para mim a maior surpresa do festival, uma vez que não os conhecia.



The Hives

Outro concerto fabuloso. Os "the Hives" mantêm a chama do Rock N´Roll acesa e os seus concertos são a prova viva disso.
Além da sua grande música, Pelle Almqvist é um verdadeiro entertainer que juntamente com a sua banda porporcionou um excelente espectáculo de música, humor e até malabarismo.
Algures durante este concerto começaram os "Hercules And Love Affair". Apenas conheço uma música mas parece-me um projecto bem interessante, talvez numa outra oportunidade os possa ver. De qualquer das maneiras pelo que li o concerto não foi dos mais felizes, parece que Anthony fez muita falta.





Rage Against The Machine

Imagem retirada do Já Cheiro o Samádhi

O regresso dos "guerrilheiros" era sem dúvida um dos mais esperados. Muito provavelmente a razão porque o recinto estava tão cheio.
Os Rage continuam os mesmos e continuam a tocar muito mas mesmo muito bem.
Ver Tom Morello a dominar a sua guitarra foi qualquer coisa de fabuloso.
Foi o concerto onde me diverti mais, afinal de contas já são muitos anos a ouvi-los.
É verdade que foi curto, mas foi muito intenso, como se um furacão tivesse passado pelo recinto. A força dos Rage é muita e continua toda lá, espero que voltem e que voltem a lançar material original. Perdoem-me os fãs de Audioslave, mas Rage é Rage!
Ainda houve tempo para Zach De La Rocha homenagear José Saramago.
Não fiquei com nenhum vídeo de jeito deste concerto, mas há vários que podem ser encontrados no You Tube. No entanto deixo aquilo que foi possível filmar durante o furacão.

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E assim terminou este primeiro dia do festival.
Foi mesmo muito bom e a companhia ainda o tornou melhor.

quinta-feira, julho 10, 2008

terça-feira, julho 08, 2008

Rage Against The Machine - Rage Against The Machine

A primeira vez, segundo o meu conhecimento, de que se tenha misturado o género Rock/Metal com o género Rap foi em 1986 quando os Run-D.M.C. regravaram "Walk This Way" dos Aerosmith. A mistura da guitarra eléctrica e seus riffs pesados com scratches e a forma de cantar do rap revelou-se uma mistura explosiva.
A partir daqui começaram a surgir as primeiras bandas que misturavam géneros pesados como o Metal, Punk e Hardcore com os ritmos do Rap ou Hip Hop, entre os quais os Biohazard em 1987 e os Clawfinger em 1989.
Em 1991 aconteceram duas coisas importantes para reforçar esta simbiose, a primeira foi o lançamento da versão dos Anthrax de "Bring The Noise" dos Public Enemy e a segunda foi a formação dos Rage Against The Machine, que acrescentaram também uma influência Funk aos géneros já mencionados.
Quando alguns anos mais tarde surgiu o movimento "Nu Metal" penso que é justo dizer que foi um género musical altamente influenciado por bandas como os Rage Against The Machine.
Com três álbuns de originais e um de covers, os Rage possuem uma discografia pequena mas invejável, todos os seus álbuns são dotados de uma enorme qualidade, no entanto se tivesse de escolher apenas um, escolheria este, o primeiro da banda.
Os Rage iniciaram a carreira de uma forma excepcional com este álbum que contém um enorme número de canções que ao longo do tempo se foram tornando verdadeiros clássicos. Para quem gosta de certeza que já ouviu uma "Bombtrack", "Killing In The Name", "Take The Power Back", "Bullet In The Head", "Know Your Enemy", "Wake Up" ou "Freedom". Como podem ver a lista é extensa e nada exagerada, aliás todas as 10 canções são fantásticas e juntas criam um dos álbuns de maior referência neste género musical.´
A "Wake Up" tornou-se muito popular quando foi usada pelos irmãos Wachowski nos créditos finais de "Matrix", mas as suas primeiras canções a serem usadas no Cinema foram "Bombtrack" e "Take The Power Back" em "Natural Born Killers" de Oliver Stone.
O álbum conta ainda com a participação especial de Maynard James Keenan (Tool) em "Know Your Enemy" no que é para mim a cereja no topo do bolo.
Além da sua marca musical os Rage também são muito conhecidos devido às suas letras políticas que os tornaram famosos como uma das bandas mais activistas da década de 90.
Dos anos 90 porque em 2000 a banda terminou apesar de ainda terem lançado "Renegades" um álbum de covers que também vale muito a pena, mas dele falarei noutra altura.
Os Rage estão agora de regresso, pelo menos para actuações e vão passar pelo "Optimus Alive" no primeiro dia. Uma enorme prenda para todos os seus admiradores os poderem ver ou rever ao vivo. No meu caso vai ser a primeira vez e é juntamente com Bob Dylan um dos concertos porque mais aguardo, sendo sem dúvida de todo o cartaz a banda que ouço há mais tempo.
São formados por Tom Morello na guitarra, Tim Commerford no baixo, Brad Wilk na bateria e Zack de la Rocha na voz.



domingo, julho 06, 2008

The Dark Knight no Optimus Alive

É caso para citar Fernando Peça e dizer "E esta hein?"
Quando se pensava que não haveriam mais surpresas no que toca a este festival eis que o Menphis me avisa desta fantástica notícia.
Vou colocar aqui o texto tal como vem na newsletter do festival:

"O Festival Optimus Alive!08 vai contar com a presença de um espaço alusivo
ao novo filme Batman: "O CAVALEIRO DAS TREVAS" (The Dark Knight), que tem a
estreia marcada em Portugal para o próximo dia 24 de Julho.
O espaço Batman irá contar com uma tenda com a máscara da personagem Batman,
com a passagem de trailers e making of do filme, uma radical experiência
intitulada Psycho Swing (um baloiço que faz um looping de 360 graus),
standee bluetooth a difundir conteúdos do filme gratuitamente para
telemóveis, oferta de merchandising exclusivo Batman, Cartas exclusivas
Joker, oferta de convites para as Antestreias do filme, tal como
impressionantes imagens da nova personagem "Joker", interpretada pelo
falecido actor Heath Ledger."

Parece que além dos concertos vai valer muito a pena dar uma volta pelo recinto e mais uma vez a campanha de marketing deste filme volta a dar cartas.
Podiam era arranjar-me um convite para a antestreia aposto que é no dia do meu aniversário e tudo e já agora quem é que quer dar uma voltinha no Psycho Swing?

quinta-feira, julho 03, 2008

Blindness - Trailer

Este é daqueles imperdíveis para mim. Não quero saber que tenha tido uma má recepção em Cannes, aliás depois disto acho que nem o próprio Fernando Meirelles se importa. Depois de uma reacção destas por parte do criador da obra, para Meirelles de certeza que já valeu a pena fazer o filme mais do que qualquer elogio ou prémio.
É um livro talvez difícil de adaptar, mas é uma grande história, é de José Saramago e é realizado por Fernando Meirelles, como disse este para mim é imperdível.
Cliquem na imagem para ver o trailer.

quarta-feira, julho 02, 2008

The Dark Knight - Novo Poster

Dark Knight poster

Já vários elogios foram tecidos em relação à campanha publicitária de "The Dark Knight". No entanto eu já estava a ficar farto dela, pois estarem constantemente a falar deste filme quando ele nunca mais estreia já começava a cansar e por isso decidi afastar-me dela até para não ver mais imagens sobre o filme.
Isto é tudo muito bonito até me ter deparado com este novo poster que é, em uma palavra, magnífico.
Este eu não podia deixar passar despercebido.